Solo-cimento

Técnica de fabricação solo cimento

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TIJOLOS LAPIN E ECOLOGIA

Os Tijolos LAPIN são também chamados de Tijolos Ecológicos porque o processo para estabilização do solo é feito à partir da aplicação de cimento Portland associado com a qualidade do solo utilizado. O mesmo atende às especificações exigidas pelas normas técnicas, evitando assim a utilização do processo de queima cerâmica que levaria à derrubada de árvores para utilizar a madeira como combustível. O processo de queima também geraria uma enorme quantidade de monóxido de carbono que seria lançada na atmosfera, prejudicando ainda mais a nossa camada de ozônio.

O quê é o solo-cimento ?

A técnica do Solo-Cimento consiste em utilizarmos o solo natural (apropriado para esta finalidade), cal hidratada e estabilizarmos em uma forma definida. O princípio de ganho de resistência é exatamente o mesmo do cimento Portland, que por sinal é utilizado na formação de peças em solo cimento devido à sua facilidade de obtenção no mercado.
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História conhecida do solo-cimento

A primeira aplicação conhecida do solo cimento para edificação residencial é datada de aproximadamente 10.000 anos, na construção da Cidade de Jericó, que foi totalmente construída com solo (porém o estabilizante utilizado era Urina Animal e dejetos vegetais). Ao longo do tempo as aplicações e técnicas foram evoluindo e alcançando também a área de pavimentações (rodovias, pisos, etc.).

O solo-cimento no Brasil

A aplicação de solo estabilizado chegou ao Brasil com os nossos colonizadores que utilizavam-se de técnicas chamadas de Taipa e Paredes Monolíticas, bem como Blocos Maciços. Em São Paulo, Goiás e Mato Grosso eram largamente utilizadas as técnicas de Taipa e Adobe. Quando, em 1867, foi instalada a primeira Olaria Mecanizada por Queima, em Campinas, e à partir daí a larga aplicação deste tipo de tecnologia. Porém, na época a preocupação ambiental em nada interessava para os empresários e a aplicação de materiais locais era desinteressante devido à busca de tecnologia industrializada que traria mais retorno financeiro. Porém o solo cimento não foi de todo desprezado, pois ainda hoje encontramos aplicações que requeiram menores custos construtivos, tais como: Contenções de encostas, Contenções de barreiras de rodovias (sacos de arrimo), contrapisos de rodagem em rodovias (solo-cimento compactado), pistas de rodagem de aeroportos (solo-cimento compactado) e ainda em construções de residências utilizando-se tijolos maciços em regiões rurais e baixa renda.
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